DEUS DE RESPOSTAS ...

Por Kelem Gaspar




A paz do Senhor Jesus,
Um dia perguntei para uma das crianças atendidas na Creche Escola Missionária Peniel:
- Qual sua fruta preferida?
-É maçã – respondeu o tímido garoto - mas eu nunca comi.

Pedi a todos para ficarem em pé e repetirem essa oração: Senhor, és o dono de todas as maçãs do mundo. Nos dê maçãs, amém.

Dias depois fui pregar em uma pequena igreja de Castanhal e o pastor, preocupado por não ter uma oferta para nos dar, nos ofereceu duas caixas grandes de maçãs argentinas que ele havia comprado de uma carreta carregada de maçãs que quebrou perto de sua casa.

Foi maçã suficiente para todos da creche comerem e levarem para casa.

Agora pergunto: que Deus é esse que quebra uma carreta para realizar o desejo do coração de uma criança? É o Deus das missões! É o nosso Deus!


Fonte: Kelem Gaspar

SUA VOZ ECOA NAS SELVAS


Em 1945, Deus levanta uma mulher, solteira, baixinha, franzina, lá na América do Norte; ela estava passando por uma praça em Nova Iorque, um pregador de rua falava de Jesus, ela se converteu, derramou-se na presença do Senhor e recebeu um chamado para fazer diferença na Terra.

Por volta de 1949 Sofia Müller disse: “eu quero ser missionária”. Ela saiu da América do Norte em direção a Colômbia. Entrou no Rio Insana, um rio que começa na Colômbia, entra na selva amazônica brasileira e a percorre por mais de 1.000 km. Acabou atravessando, sem saber, a fronteira entre Colômbia e Brasil em uma pequena e insegura embarcação. O que parecia ser um erro de direção pelas águas perigosas dos rios Negro e Insana se tornou o caminho para um dos trabalhos missionários mais consistentes realizados na Amazônia. Sofia Muller por mais de 40 anos serviu no ministério ao Senhor Jesus na Amazônia Brasileira evangelizando duas tribos: Curipaco e Baniva.

Segundo o missionário Marcelo Pedro, da Missão Novas Tribos do Brasil (MNTB), que trabalha onde Sofia trabalhou, ela dividia o seu tempo assim: de manhã, alfabetizava o povo; e à tarde ensinava a Palavra de Deus. À noite, descansava e tirava as dúvidas dos indígenas.

Chama a sua atenção o fato de as comunidades indígenas evangélicas serem muito organizadas e não sofrerem com o alcoolismo. Em 2007 a Funai afirmou que este é um dos pouquíssimos lugares na Amazônia onde os indígenas não enfrentam problemas com alcoolismo, conflitos e guerras.

O fotojornalista Pedro Martinelli, em seu livro Amazônia: O Povo das Águas, diz que os indígenas do Alto Rio Negro e do rio Insana “têm título de eleitor e altíssimo índice de alfabetização, em algumas aldeias chega a 95%”.

TESTEMUNHO

Encontrei-me com dois indígenas anciãos curipacos, crentes em Jesus, que tiveram o privilégio de remar a canoa para Sofia Muller há décadas atrás. Eles me falaram: “pastor, aquela mulher tinha o fogo do Espírito Santo, porque ela pregava de dia e à noite nos fazia viajar, era perigoso mas ela viajava a noite para não gastar tempo de dia, os índios dormindo e ela viajando, remávamos a canoa mas ela não dormia, usava o seu candeeiro, aquela lamparina, e durante a noite traduzia o Novo Testamento para a língua Curipaco”. Hoje eles têm o Novo Testamento completo na língua deles.

É interessante que ela plantou dezenas de igrejas, mais de 50, ao longo do Rio Insana e uma vez por ano um milagre acontece: uma conferência em que eles reúnem, pelo menos, um representante de cada aldeia evangélica ao longo deste rio, entre as tribos Curipaco e Baniva.

Tive o privilégio de participar de uma dessas conferências. Esses representantes saem das suas aldeias, dias de canoa, dias de caminhada na mata e, numa data pré-determinada, com uma boa bandeira, encontram-se numa grande clareira em algum lugar ou aldeia na mata, e ali dobram seus joelhos, fincam aquelas bandeiras no solo e oram a Deus, agradecendo porque um dia Ele chamou a sua filha Sofia Müller e ela respondeu sim. E começa aquela conferência missionária abençoadíssima que leva dias.

Na época da chegada de Sophia Müller, não havia nenhuma presença da fé protestante no local e o índio era explorado pelo homem branco. Hoje, quase sessenta anos depois, há mais de cinquenta igrejas entre os indígenas da região, o Novo Testamento foi traduzido para a língua local e os índices sociais estão acima da média brasileira.

Esses fatos foram reconhecidos inclusive no meio secular. O fotojornalista Pedro Martinelli, em seu livro Amazônia: O Povo das Águas, diz que os indígenas do Alto Rio Negro e do rio Içana “têm título de eleitor e altíssimo índice de alfabetização em algumas aldeias chega a 95%”. Chama a sua atenção o fato de as comunidades indígenas evangélicas serem muito organizadas e não sofrerem com o alcoolismo.

O médico Drauzio Varela, em artigo à revista National Geographic (maio/2006), descreve como são as moradias dos curipacos e baniuas: “Numa região de moradias precárias, cada família se dá ao luxo de morar em três casas: a da frente serve de dormitório e sala de visitas, na do meio fica a cozinha e na de trás, a casa de farinha. São lindas; gostaria de ter uma igual no campo”.

Segundo o missionário Marcelo Pedro, da Missão Novas Tribos do Brasil (MNTB), que trabalha onde Sophia trabalhou, ela dividia o seu tempo assim: de manhã, alfabetizava o povo; e à tarde ensinava a Palavra de Deus. À noite, descansava e tirava as dúvidas dos indígenas.

Sophia Müller faleceu em 1997, na Venezuela, deixando milhares de indígenas convertidos nas etnias em que pregou o evangelho. A presença evangélica é forte nesses lugares. Prova disso são as conferências que os pastores indígenas realizam de dois em dois meses, que duram cerca de uma semana e reúnem centenas de comunidades. Lá, eles cantam, dançam, estudam a Bíblia e contam testemunhos do cuidado de Deus.

A CHAMADA

Antes de falecer em 1997 na Venezuela ela foi entrevistada por um jornalista evangélico; a primeira pergunta que ele lhe fez foi: “Como foi o seu chamado?”

Ao que ela respondeu: “Eu jamais tive um chamado, li uma ordem e a obedeci”. Para ela, o que há na Palavra de Deus, já era forte o suficiente para estar mais de 40 anos de sua vida na selva sozinha, falando de Jesus àqueles que ainda não tinham ouvido".,


“Eu jamais tive um chamado, li uma ordem e a obedeci”

MISSÃO NA ALBÂNIA

Por Marco Elias

Bandeira da Albânia

O missionário Henrique Davanso, com a sua família, faz parte daquele seleto grupo de servos de Deus que tem aberto o coração para a obra missionária.


Filiado à JMM - Junta de Missões Mundiais, o missionário nos deu um breve relato sobre a situação do seu trabalho evangelístico no norte da Albania, onde na quinta-feira 01/06/17, em uma das igrejas foi feito um culto de glorificação a Deus, no qual foram entregues os certificados de batismo aos novos membros da igreja. O missionário pediu orações por este trabalho e pela porta maravilhosa que o Senhor abriu.  Confira algumas das fotos:




David Botelho, missionário da Horizontes América Latina, fez o seguinte comentário sobre o trabalho que tem sido feito por Henrique Devanso na Albânia: “Me sinto parte deste ministério, pois no início na década de 80 orávamos por esta nação , pois era a única nação declarada ateia. Lembro-me de uma colega de curso, Najua Dib, ir à antiga Iugoslávia estudar o idioma e quando as portas se abriram ela entrou”.

A Albânia, oficialmente República da Albânia é um pequeno país montanhoso da península Balcânica, no sudeste da Europa. Tem uma área total de 28 748 km² e uma população de cerca de 3 milhões de pessoas. Oremos pela multidão de pessoas que necessitam de um encontro com Cristo, para que Deus esforce as mãos dos seus servos no trabalho evangelístico, suprindo todas as suas necessidades!


“Então, disse aos seus discípulos: A seara é realmente grande, mas poucos os ceifeiros. Rogai, pois, ao Senhor da seara, que mande ceifeiros para a sua seara” - Mateus 9:37-38.

CARTA PAM 05/2017 - ALBÂNIA

Lezhë, Albânia, MAIO de 2017  -  PRIMAVERA


“Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que creem em seu nome” João 1:12.

Queridos e mais que amigos de caminhada, graça e paz.

Existe uma canção muito real que diz assim ... Todos necessitam de um amor perfeito, perdão e compaixão... Todos necessitam de graça e esperança, de um Deus que salva... Cristo move as montanhas e tem poder pra salvar, E tem poder pra salvar.

Eu CREIO firmemente que o céu se abrirá, que as montanhas serão aplainadas, Que todo vale seja aterrado, que toda montanha e colina sejam abaixadas: que os cimos sejam aplainados, que as escarpas sejam niveladas! (Is 40:4).

No mês de abril e início maio, tivemos muitas atividades. Muitos motivos para glorificar o nome do nosso Deus, pois em tudo ELE tem nos feito mais que vitoriosos... Estamos fazendo parte de um campeonato de futebol regional onde times de várias escolinhas de futebol estão participando, entre eles as cidades de Tirana, Durres, Lezhë, Zalmner e Kamza. Todos os times tem professores evangélicos e esta, tem sido uma experiência onde podemos compartilhar o evangelho de forma aberta a todos. Nossos times até o momento estão bem e invictos, mas é apenas o início do campeonato. Sempre nos reunimos com os “atletas” antes de cada partida e fazemos estudo bíblico e encorajamento para cada partida de futebol, mostrando que com Cristo, somos mais que vencedores! Oremos para que o nome do Senhor JESUS seja glorificado em todas as coisas e que cada adolescente possa ver os testemunhos.


Tivemos um excelente trabalho com a ajuda de uma equipe médica que trabalharam em nossa região por vários dias. Um dentista, uma pessoas que trabalha com prótese e um clínico geral. Foram dias inesquecíveis onde cada paciente era evangelizado e depois tratados. Como foi lindo ver aquelas pastoras de ovelhas, já sem seus dentes ou parte deles, receberem próteses e obturação dos dentes. Incrível como o soriso e a vida das pessoas se transformam quando são cuidadas com amor e carinho. A palavra de Deus nunca volta vazia e hoje temos frutos destes trabalhos conosco e o grupo continua a crescer. Nesse período foram atendidas com tratamento dentário 224 pessoas. Todas receberam material evangelístico e palavras de encorajamento. Estamos orando para conseguirmos um consultório portátil para ficar em nossa Igreja, pois isso possibilita a visita de mais voluntários dentistas para nos ajudar a evangelizar e tratar das pessoas. Esteja orando por isso, entre em contato conosco. Os cursos de culinária, embelezamento da mulher e artesanatos, tem sido cada dia mais que abençoados.


Os cursos estão lotados e agora temos muitas pessoas que nos procuram. Louvamos a Deus pois o evangelho está sendo pregado em todos os momentos e cursos que temos oferecido. Sabemos que não é fácil quebrar paradigmas, mas o poder do Espírito Santo de Deus está a frente de tudo o que colocamos as nossas mãos para a glória do nosso PAI.

Trabalho com os Presidiários

Continuamos a trabalhar no presídio Shen Koll (São Paulo). Iniciamos um novo método de evangelismo através do livro de Marcos juntamente com testemunhos de presidiários de outras partes do mundo. Conseguimos a licença para entrarmos com data show, microfone e caixa de som para passarmos os testemunhos. Temos 2 turmas de pavilhões diferentes. Eles estão animados pois estão vendo suas realidades juntamente com as de outros presidiários. Oremos para que o nosso Deus possa verdadeiramente entrar em cada coração que no poder do Espírito Santo de Deus eles possam ter um verdadeiro renascimento para a glória de DEUS!

Escola de Computação

Glorias a DEUS. Estamos com 3 classes de computação. Isso é fruto de suas orações também... Lembra no início há uns 8 meses atrás quando pedíamos que orasse por alunos na escola de computação, ELES ESTÃO CHEGANDO e junto com o curso estamos ministrando a palavra de Deus de várias maneiras, seja digitando capítulos da bíblia ou mesmo poesias evangélicas, onde ensinamos a formatar textos etc. Continuemos orando por disciplina e um bom aprendizado.

Respostas de suas orações, Aleluias!!!

MOTIVOS de ORAÇÃO:
#Por nossa família (Saúde física, emocional, espiritual e financeira)
#Escola da nossa filha Emanuelle (Amizades, entendimento das materias, testemunho e vida com Deus), Ano que vem será um ano de mais desafios e mudanças. Precisamos de um direcionamento de Deus para a Faculdade da EMANUELLE. Local de estudo, moradia etc
#Igreja Água Viva (pelos novos convertidos, pela organização das reuniões com as mulheres, homens, crianças, adolescentes e jovens, por sabedoria em todo o tempo)
#Pelo Centro de Treinamento de Lideres Agua Viva (Pelos líderes da Albânia, obreiros da terra, sustento de cada voluntário e autóctones etc)
#Pela comunidade ROMA e Gjips (Ciganos).
#Pelos cursos de culinária, artesanatos e embelezamento que a Henriqueta ministra entre as mulheres
#Pelo nosso sustento financeiro (por mais parceiros sustentadores em oração e financeiro)
#Pela escolinha de futebol e informática, que o Senhor traga paz e harmonia em todo o tempo, que nenhum desentendimento aconteça entre os alunos.

Em Cristo:   Henrique Davanso, Henriqueta e Emanuelle
FALE CONOSCO: +355699110373 (What´s Up).  E-mail: Henriquedavp@gmail.com



Para obter mais informações sobre a JMM visite o site.

A SÍNDROME DA VISÃO DE GAFANHOTO

David Botelho


Moisés escolheu 12 príncipes de Israel para espiar a terra prometida e eles fizeram o serviço bem feito.

Eram 14 as observações recebidas e precisavam de muito conhecimento para tal tarefa.

Uma outra lição da leitura:

Os 10 espias, que lembramos muito pouco, viram os gigantes e imaginaram como eles os veriam, mas o mais triste era ver como eles se sentiam.

Mente de gafanhoto afeta tudo o que fazemos. Enquanto isso os espias famosos Josué e Caleb também viram os gigantes, mas não se sentiram como gafanhotos e sim creram na promessa do Senhor e lutaram para dissuadir o mal que os incrédulos fizeram.

Isso me faz lembrar do jovem Davi diante do gigante. Ele não tinha mente de gafanhoto, mas como tinha intimidade com o Senhor nunca se sentiu diminuído, frustrado, decepcionado, amargurado e ou ressentido diante do descrédito dos pais na escolha do futuro rei.

Quando se encontrava no campo sempre se enchia de Deus diante dos inimigos que vinham atacar o rebanho que cuidava e com a força sobrenatural que recebia os matava.

Fico imaginando quando Davi leva as iguarias aos seus irmãos no "Front" e é desprezado e também não se sente diminuído.

Ao ver o gigante, creio eu, se sentiu cheio de Deus e sabia que o gigante cairia diante dele e como um estrategista não foi afoito a atacar imediatamente, mas aproveitando bem a oportunidade queria saber o que ganharia o que derrubasse o gigante.

Lhe disseram que receberia isenção dos impostos  da propriedade e sabia que isto beneficiaria aos seus pais e ele queria muito mais.

Ele continuou com a questão e quando soube que o prêmio seria a princesa aceitou o desafio instantâneamente.

Ele deve ter olhado para o gigante e sua mente deve ter imaginado:-

"Ele é tão grande, mas tão grande e grande mesmo que é impossível errar o alvo"


Temos diante de nós os desafios gigantes da Região mais fechada, de maior perseguição e que ainda não possui ainda uma equipe de brasileiros residente e a divulgação no Brasil da JANELA VERDE e somos cientes que precisamos e muito dos recursos do Senhor.

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O QUE É JANELA VERDE E SEUS DESAFIOS?

Por David Botelho

 Ajudem a divulgar e apoiem o maior desafio missionário:



O missionário coreano Joshua Chang estava numa conferência missionária na região amazônica quando escutou de um companheiro de ministério, um indígena, que ele ouvia bastante sobre a Janela 10-40 e que não se dava importância ao trabalho indígena no Brasil. 

Como um estrategista missionário que trabalha no empoderamento dos povos tribais, Joshua começou a pensar no questionamento do missionário indígena. Joshua está envolvido com o COMPLEI, Conselho Nacional de Pastores e Líderes Evangélicos Indígenas, que visa conscientizar os indígenas para alcançar outras tribos. Hoje esse movimento é conhecido como “Terceira Onda”. A Primeira Onda é definida pela ação dos missionários estrangeiros em nossa pátria. A Segunda Onda é conhecida pela ação missionária dos brasileiros ao exterior e a Terceira Onda é dos cristãos indígenas a outros povos indígenas. Os Congressos do COMPLEI chegam a reunir mais de 3.000 líderes. 

Joshua começou a estudar a situação apresentada pelo amigo indígena e descortinou a realidade de que os 2.200 PMAs, Povos Menos Alcançados da Terra, se concentram nas Florestas do Mundo: a Amazônica, a Africana e a Asiática. Estes 2200 povos tribais de 35 países estão a 23.5 graus Norte e 23.5 Sul da linha do Equador. Diante de tal quadro foi que ele, inspirado, deu o nome de JANELA VERDE. 

Ele viu que era hora da Igreja no mundo fazer um esforço para dedicar a evangelização destes povos. Sabemos que a tarefa mais difícil ficou para o fim e então é função da Igreja se voltar para o término da Tarefa da Evangelização Mundial, conforme Mateus 24.14. 

Ele se uniu a Steve Saint, outro estrategista norte americano de missões, que nos anos 50, com cinco anos de idade perdeu o pai Nate, que foi mártir com outros quatro colegas entre os Aucas no Equador. Steve, primeiro como missionário e depois como um piloto empreendedor na área de tecnologia, se dedica ao empodoramento dos povos tribais. Ele tem feito kits de saúde para  empoderar  os líderes dos povos tribais. Ele já fez o kit médico, dentário com broca a energia solar e oftalmológico com 250 óculos e todos cabem em uma mochila. Também fez um pequeno avião dirigido por GPS que pode levar medicamentos de emergência, com soro antiofídico que ao chegar no local deixa cair o invólucro.  Como um inventor para beneficiar os povos tribais desenvolveu o primeiro carro que voa. 

Em um Congresso no Paraná Chang, ele e eu fomos compartilhar sobre assuntos diferentes. Sabedor de que foi a Horizontes a pioneira a introduzir o primeiro artigo sobre a Janela 10-40 em português e todas as revistas do Movimento AD2000 e Além. A Janela 10-40 é a região do mundo que está a 10 e 40 graus acima da linha do Equador e onde se encontra 95% das pessoas menos evangelizadas do mundo. Nesta oportunidade fui convidado para me unir ao desafio para divulgar a visão. Como esta visão faz parte de nosso ministério, pois estamos envolvidos nessa região, aceitamos. 

Para tal tarefa Steve doou os direitos a Horizontes do seu livro “GREAT OMISSION” e o curso “MISSIONS DILEMA”. O curso tem o livro, vídeo e o guia de empoderamento dos povos tribais com o objetivo de conscientizar a igreja brasileira sobre a JANELA VERDE. Nosso primeiro desafio é produzir o livro GREAT OMISSION.  O livro está sendo traduzido e agora estamos buscando igrejas e amigos que invistam na produção com o objetivo de popularizar o assunto na Igreja Brasileira. Nosso alvo é de levantar R$ 29.000,00 para imprimir a primeira tiragem. Para alcançar o objetivo estamos convidando 40 igrejas que invistam R$ 500,00 e doaremos 50 livros quando impressos. Para complementar estamos buscando 180 parceiros que invistam R$ 100.00 e enviaremos cinco livros para compartilhar com amigos. 

Nosso alvo com a JANELA VERDE é conscientizar a igreja brasileira para aceitar o desafio de orar, recrutar obreiros, treiná-los e enviar a estes Povos Menos Alcançados da Terra. 

Cleonice e David Botelho
Horizontes América Latina – Bradesco – Agência 1020 – Conta 3230-1 – CNPJ 59.958.983.0001-16 – david@mhorizontes.org.br


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A ESCÓRIA DA SOCIEDADE EVANGÉLICA BRASILEIRA DO SÉCULO XXI

Por David Botelho



"Vocês já têm tudo o que querem! Já se tornaram ricos! Chegaram a ser reis — e sem nós! Como eu gostaria que vocês realmente fossem reis, para que nós também reinássemos com vocês! Porque me parece que Deus nos colocou a nós, os apóstolos, em último lugar, como condenados à morte. Temo-nos tornado um espetáculo para o mundo, tanto diante de anjos como de homens. Nós somos loucos por causa de Cristo, mas vocês são sensatos em Cristo! Nós somos fracos, mas vocês são fortes! Vocês são respeitados, mas nós somos desprezados!

Até agora estamos passando fome, sede e necessidade de roupas, estamos sendo tratados brutalmente, não temos residência certa e trabalhamos arduamente com nossas próprias mãos. Quando somos amaldiçoados, abençoamos; quando perseguidos, suportamos; quando caluniados, respondemos amavelmente. Até agora nos tornamos a escória da terra, o lixo do mundo". Apóstolo Paulo

Em termos sintéticos podemos afirmar com muita convicção que o missionário brasileiro transcultural é a escória da sociedade evangélica.
Neste momento de grande frustração, desilusão e decepção, desejamos tornar público o nosso desabafo. Cremos que seriam necessários mais apologistas para defender esta classe que é esquecida, desprezada, ignorada, menosprezada e por que não dizer que é até mesmo rejeitada.
Não nos foi implorado para fazer tal declaração, mas diante da crua realidade vista em nossa pátria, nesta conjuntura, há uma demanda intrínseca em nossas vidas que não pode se emudecer diante dos fatos aqui relatados.

É verdade que há alguns raros privilegiados, apoiados por igrejas e pastores sérios que amam a causa missionária. Mas são exceção. O que quero chamar a atenção aqui é para a maioria humilhada, sofrida, resignada e distinta categoria de milhares de missionários que, embora imprescindíveis para a expansão do reino de Deus na terra, hoje é desprezada e abandonada.

O que é um missionário transcultural?

É aquele que trabalha com outra cultura diferente da sua. Ele não precisa ir para outro país para ser incluído em tal classificação, pode trabalhar com povos indígenas, que possui mais de 150 tribos sem nenhum obreiro, ou outras etnias: bolivianos, chineses, árabes, japoneses ou haitianos que moram aqui. Ele não precisa aprender outra língua para ter tal ministério, pois pode trabalhar em Guiné Bissau, Angola, Moçambique ou Portugal, países que têm culturas totalmente diferentes da nossa.
Infelizmente, desvirtuaram o termo "missionário" nos dias de hoje no contexto brasileiro. Missionário é o tele-evangelista, a esposa do pastor, o obreiro de obra social, o líder de alguma congregação ou de grupo de oração.

Cremos que foi por isso que os missiólogos brasileiros cunharam um novo termo, "missionário transcultural", para definir a classe esquecida, menosprezada e rejeitada e que precisa do nosso amor. Ele deve receber o nosso carinho e apoio tanto quando estão nos campos como quando retornam à pátria. Devemos recebê-lo com muito apreço em nossos lares e igrejas, pois a Bíblia diz que alguns sem saber receberam anjos.

Este grupo de servos dedicados tem pago um alto preço, pois deixa família, amigos, irmãos, língua, cultura e país para se embrenhar em lugares difíceis e inóspitos para levar a mensagem de esperança, alegria e salvação. Eles podem e devem figurar na lista do escritor aos Hebreus que os inclui na classificação daqueles de quem o mundo não era digno.
Por que mencionamos e o classificamos como escória? Por definição, escória é a bolha, borra ou resíduo áspero proveniente da combustão de certas matérias e que para nada servem a não ser lixo, portanto, a escória representa o lixo de uma sociedade.

Talvez você questione: não seria um exagero considerar o “missionário transcultural” como escória da sociedade evangélica brasileira?

Contra fatos não há argumentos, então vejamos alguns deles expostos:

1 – Raramente, os pais cristãos brasileiros desejam para seus filhos a carreira ministerial de missionário, pois subsiste a ideia, segundo Tonica, uma catedrática de missões, de que o missionário é “mártir, mendigo e maluco”. Poderíamos acrescentar ainda que muitos o consideram um ignorante. Alguns líderes contestam o investimento no projeto Uniásia, que contempla a graduação e pós graduação universitária como estratégia para evangelizar os estudantes em países "restritos".

2 - Quando alguém escolhe a carreira ministerial, é enfaticamente desencorajado pelos pastores, amigos crentes e familiares. Imediatamente, os mais próximos mostram outras áreas onde ele possa servir, normalmente dentro da igreja local. Se ele persistir na visão transcultural não encontrará o apoio necessário para que possa prosseguir no ministério, isso ocasiona muitas desistências. Essa ideia é do tempo do Egito antigo onde o faraó disse que não deveria adorar aqui e quando o povo insistiu sair sua resposta foi que não deveria ir longe.

3 – Persiste a ideia de que o missionário é um ET ao escolher tal carreira, pois ele vai para os lugares que ocorrem desastres, fomes, pestes, desgraças, calamidade e onde o povo é oprimido. A maioria dos crentes foge de tais situações desconfortáveis. Há motivos para lhe ser impingido tal estereótipo, pois os desafios os motiva para ir aos lugares e situações mais perigosas, age como uma andorinha na expectativa de reverter os quadros tristes. O apóstolo Paulo ao ver a fome que assolava a igreja na Judeia rodou o mundo da época para sanear tal situação, além de ir aos lugares mais difíceis e perigosos. Jesus ao ver a multidão sofredora chorou! Esse sentimento de compaixão é inerente à vida do missionário.

4 - Os motivos para não investir no missionário são os mais diversos: alguns consideram a causa missionária como uma “loucura”; outros acham que o missionário é um “preguiçoso que não trabalha”; tem gente que acha que ser missionário é viver passeando devido a necessidade de se deslocar para diversos lugares levando a mensagem; há ainda os que questionam o fato de um missionário não pastorear igrejas, esquecem que ele é um desbravador ou pioneiro e que, muitas vezes, o pastoreio pode não ser a vontade de Deus para ele.

5 – Outra imagem persistente é a do missionário como um coitado a quem qualquer coisa serve e come qualquer coisa, aquele que ganha roupas e sapatos usados; que não pode possuir um carro novo e uma casa própria. Tal estigma contribui para justificar o não investimento em Missões. Muitos irmãos acreditam que o missionário não precisa de um bom sustento, pode passar fome e até morrer no campo, e não sentem nenhum remorso por pensar assim. A realidade mostra que a média de investimento do crente brasileiro é de um vergonhoso valor de R$ 1,66 anual.

6 - Muitos pastores são sinceros e dizem que não querem que o missionário compartilhe suas experiências com a igreja, porque julgam o missionário como alguém em busca de dinheiro e não como alguém em busca de uma oportunidade para compartilhar o poder do Evangelho para salvar o pecador.

7 - A prosperidade do Brasil, que o tornou a sexta economia mundial, levou a maioria dos crentes a um “anestesiamento” a ponto de não querer ouvir os relatos dos campos. Um missionário na Indonésia, maior país muçulmano, com mais de 750 línguas e culturas em 17.000 ilhas, nos disse que a maioria das pessoas lhe dá somente dois minutos para compartilhar suas experiências, mesmo sendo uma pessoas dinâmica e bem preparada. Sabemos que o que tem motivado muitos crentes no momento é a marca do carro, o apartamento ou a casa a serem adquiridos; o curso a ser feito ou o lugar das próximas férias. A maioria dos evangélicos e líderes está tão centrada em si mesma que não se interessa nem em ouvir os relatos dos campos.

8 - O crescimento astronômico das igrejas no Brasil e a prosperidade da nação levaram a um aumento na arrecadação das mega igrejas. Esta grande entrada de dinheiro nas igrejas leva alguns pastores presidentes a receber valores abusivos de 200 salários mínimos mensais, adquirir carros importados, mansões, fazendas, jatinhos e helicópteros. Será que isso ocorreu por causa da grande influência da "Teologia da Prosperidade" e do pensamento egoísta que não contempla o coração generoso de servir ao Senhor com os bens que foram entregues por Ele para expansão do Seu Reino na terra e abençoar os menos privilegiados?

9 - O quadro econômico atual mostra que, em 10 anos, o valor do salário mínimo, saltou de U$75 para U$300. Isso poderia ter levado a quadruplicar o número de missionários, mas não foi o que ocorreu. As estatísticas revelam que no final dos anos 80 havia um crescimento de 12,8% no envio de missionários, mas que em meados da década passada esse percentual caiu para 3,5%. Qual é a realidade no momento? Pouquíssimas igrejas sustentam integralmente um missionário, a maioria depende do apoio de diversas igrejas e pessoas, o que ocasiona um outro problema: quando volta do campo para descansar, o missionário ainda tem o trabalho estafante de visitar a todos para manter o sustento. Alguns chegam a ter o sustento cortado quando estão de volta à sua pátria.

10 - Para cada grupo de 100.000 crentes brasileiros temos um missionário transcultural na Janela 10-40, região onde se encontra 95% dos povos não alcançados da terra. 99% das igrejas no Brasil não tem um missionário transcultural. O contraste é visto na igreja moraviana do século XVIII, que não tinha os mesmos recursos financeiros, informações e meios tecnológicos como avião, internet, TV, carros, computadores, mas havia um missionário para cada 12 membros. O que os diferenciava é que possuíam uma paixão e compaixão inatas. Eles chegaram aos cinco continentes e o exemplo deles nunca mais foi repetido na história.

As palavras a seguir foram proferidas pelo apóstolo Paulo em continuação ao texto bíblico inicial registrado em 1 Corinthians capítulo quatro da NVI.

"Não estou tentando envergonhá-los ao escrever estas coisas, mas procuro adverti-los, como a meus filhos amados".

Que o Senhor ajude a igreja e os líderes a reconhecer e valorizar o ministério transcultural! Que aqueles que verdadeiramente amam ao Senhor possam investir na formação, envio e cuidado dos missionários! Que o estigma aqui exposto possa ser mudado para que o término da tarefa da evangelização mundial possa ser realizado ainda nesta geração!

No amor do Senhor das nações,
David Botelho
Horizontes América Latina
contato@mhorizontes.org.br - www.mhorizontes.org.br 35-3438-1546

David Botelho é pastor, missionário transcultural e dirige a Horizontes América Latina, localizada no distrito de Monte Verde - Camanducaia - MG.


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MISSÕES: SETE VERDADES DA IGREJA BRASILEIRA

Por David Botelho



As sete verdades da Igreja brasileira que precisam ser mudadas por meio da oração intercessória.

1 - 99% das mais de 300.000 igrejas não tem um missionário transcultural.

2 - A média de investimento ANUAL do crente brasileiro em missões transcultural é de apenas R$ 1.66.

3 - Mais de 50% dos pastores no estado de São Paulo nunca leu a Bíblia inteira, em qualquer versão, uma vez sequer. A Sociedade Bíblica Americana constatou na pesquisa 50.68%.

4 - No final dos anos 80 havia um crescimento anual de 12.8% no envio de obreiros transculturais, época da década econômica perdida. Em meados da década passada caiu para 3,5%. Hoje avaliando, empiricamente, diminuiu ainda mais.

5 - É incoerente pensar que no mesmo período a Igreja cresceu quatro vezes mais e o Salário Mínimo que era de 75 dólares passou para 300 dólares.

6 - Mais de 100 tribos brasileiras não possui um missionário e 91 línguas não tem nada traduzido da Bíblia. Das 34 línguas tribais que tem o NT 95% delas foram traduzidas por missionários estrangeiros.

7 - A maioria dos pastores nunca leu os artigos da JANELA 10-40, JANELA 35-45, JANELA VERDE, JANELA 4-14, MAGREB, PNAs, PMAs, ARO DE FOGO, SAHEL, CHIFRE DA ÁFRICA, TRIÂNGULO DE OURO, CHOQUE CULTURAL REVERSO, etc. Se não conhecem como podem se interessar por missões trasnsculturais.

Diante de tais fatos tristes eu rogo que ore por nossos pastores e líderes, como também pelo envio de livros e vídeos missionários a eles. Uma outra sugestão é que deem de presente a eles, esposas e filhos, estadias em Congressos Missionários Sérios onde abordem tais assuntos,

Crendo na mudança do atual quadro Missionário Brasileiro,

David Botelho
Horizontes América Latina
contato@mhorizontes.org.br - www.mhorizontes.org.br 35-3438-1546


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