CONTEXTO CRISTÃO

Voltemos ao Evangelho!

O EVANGELICALISMO DO SÉCULO XX E OS PESCADORES DE AQUÁRIO DO SÉCULO XXI

Por Marco Elias


Qual era a situação do mundo dito evangélico no inicio do século XX na América?

Na realidade parece que Deus em sua soberania costuma fazer algumas coisas diferentes ao longo da história para despertar o seu povo e imprimir novos rumos em sua caminhada rumo à pátria celestial.

Na primeira década do século XX as denominações americanas seguiam o seu curso natural, com os homens brancos do lado de dentro do templo e os negros assistindo ao culto do lado de fora, pela janela, devido às proibições e restrições sociais. A escravatura havia acabado, mas o cristianismo elitista achava aquilo um desaforo. Se algum negro tivesse a rara oportunidade de participar de um culto promovido por brancos ele o assistia do lado de fora olhando pela janela. Algumas grandes denominações evangélicas americanas com recordes de arrecadação financeira cuidavam apenas das ovelhas brancas. As ovelhas malhadas (vindas da America latina) e as ovelha morenas (filhas das ovelhas escravas provenientes da África) eram ignoradas. O apartheid americano (separação entre brancos e negros) terminou somente em 1964 (Isto é vergonhoso para uma nação dita evangélica). 

Na primeira metade do século XX os negros americanos possuíam várias restrições sociais. As mulheres evangélicas de modo geral não podiam subir ao púlpito. Por conveniência social cumpria-se à risca o texto bíblico da carta de Paulo aos Coríntios que afirma que a mulher deve estar calada na igreja, mas outras questões relacionadas com o tratamento ao próximo ordenadas por Deus em sua palavra eram descumpridas descaradamente. As famílias negras não podiam entrar nas igrejas evangélicas para famílias brancas. Com o advento do movimento pentecostal em 1906, algumas mulheres receberam o batismo com o Espirito Santo e o dom da profecia. Será que Deus errou a mão, conferindo o dom da profecia às mulheres, uma vez que elas deveriam ficar de boca fechada dentro da igreja? Percebeu-se que a Bíblia possuía todas as explicações necessárias para aquilo que estava acontecendo e as mulheres começaram a pregar a palavra de Deus, do mesmo modo que os homens, enquanto os pecadores perdidos caiam de joelhos aos pés de Cristo. Nos cultos da Azuza Street homens e mulheres cultuavam juntos, sem distinção de raça ou classe social. Isto gerou um escândalo, mas pela primeira vez era possível ver uma reunião de etnias como aquela que João viu em Apocalipse.

Houve casos de crentes que imediatamente aprenderam a exercer certos ofícios para beneficio do culto e crescimento da igreja, como uma senhora que aprendeu a tocar piano de forma instantânea, sem nunca ter estudado música (Antonio Gilberto CPAD - Revista EBD 2006 - 3º trimestre 2006 ).

Por quais motivos Deus estava fazendo isto? Creio que ELE queria dar uma lição naquele cristianismo metódico que ainda pensava na escravatura, do mesmo modo que os israelitas no deserto choravam pelas panelas de carne do Egito.

Que o caro leitor perdoe a minha franqueza, mas quando eu vejo certos teólogos e pregadores - cessacionistas - deterministas - americanos pregando seus famosos “sermões impactantes” em terras brasileiras, lembro-me apenas que eles são os filhos dos grandes escravocratas do passado e que a herança que querem me oferecer é o legado de segregação e de apostasia de seus pais, fantasiado de evangelho. Não conseguiram travar a apostasia da PCUSA e suas parceiras e querem ensinar cristianismo aos incautos pentecostais brasileiros, oferecendo-lhes uma teologia parasitária (►Confira).

Mulheres e adolescentes fazem protesto contra a integração na escola elementar William Franz, em 15 de novembro de 1960. O cartaz no canto direito diz: "Tudo que eu quero ganhar neste Natal é uma escola branca e limpa".

Que cada cristão releia a história do evangelho em terras brasileiras, antes de dar ouvidos aos pregadores que nunca entraram em uma favela para pregar a palavra. Que cada adepto do movimento cessacionista lave a boca com água e com bastante sabão quando fizer referência ao movimento pentecostal, não pelas besteiras que andam fazendo na atualidade, mas pelos grandes serviços prestados à nação brasileira no passado. Temos um país evangelizado, graças a ELES e não graças aos “pregadores -  conferencistas - youtubeiros - pescadores de aquários - da ultima hora”.

Que Deus nos abençoe!

TIRA DA PRATA AS ESCÓRIAS...


Por Josenilson Félix



“Tira da prata as escórias, e sairá vaso para o fundidor.”    Pv. 24:5

INTRODUÇÃO

Este versículo fala da transformação de um metal bruto em um belo e reluzente utensílio, usado principalmente no templo, visto que os vasos utilizados nas casas, nos tempos bíblicos, normalmente eram de barro; já os de prata e ouro eram mais comuns no templo, utilizados nos atos do culto de adoração a Deus.

Essa transformação não é simples, pois há um processo trabalhoso e árduo até se chegar a um vaso brilhante e útil. Esse processo fala da conversão, onde Deus trabalha a vida do homem para que este seja um objeto usado para adoração ao Seu santo nome, e em Sua casa: o templo, a igreja.

DESENVOLVIMENTO

A prata normalmente é encontrada em jazidas subterrâneas, então o artífice que trabalha com esse precioso metal precisa cavar com persistência para encontrá-lo.

Nós estávamos nesse estado quando o Senhor nos encontrou, enterrados nesse mundo, enterrado nos vícios, enterrados no pecado, mas o Senhor nos extraiu de lá com Suas fortes mãos.

A prata é encontrada de uma forma que tecnicamente chamamos de “hábito dendrítico”, isto significa: cheia de pontas, farpas, hastes, por vezes ferindo as mãos de quem a encontra.

Foi assim que o Senhor nos encontrou neste mundo, cheios de problemas, dificuldades, ferindo a Deus com nossos atos e palavras. Mas o Senhor trabalhou na nossa vida com amor e paciência.

O PRIMEIRO ESTÁGIO - A ÁGUA

Este nobre metal quando retirado do chão, vem cheio de torrões de terra. É quando o paciente fundidor usa água para retirar essas impurezas.

Essa lavagem, fala de uma operação de Deus para retirar as coisas desta terra, o pecado, da vida do homem.

Naamã que fora acometido pela lepra (que representa o pecado), recebe do profeta Eliseu o seguinte recado de Deus: Lava-te sete vezes no Rio Jordão. Após essa lavagem Naamã ficou curado de sua enfermidade e foi considerado limpo pela sociedade da época (II Re. 5:10).

Davi em um dos seus salmos diz: Lava-me completamente da minha iniquidade (Sl. 51:2).

Em Ef. 5:26-27 lemos: Para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra, para apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula.

Fomos lavados, purificados e hoje somos novas criaturas.

O SEGUNDO ESTÁGIO - O FOGO

Depois da água a prata vai ao fogo para que haja a separação de outros metais que vem misturado a sua estrutura, muitas vezes imperceptíveis a olho nu.

O mais comum é o chumbo, e essa separação é feita em um recipiente chamado crisol (Pv. 17.3).

Só o fogo do Espírito Santo tem poder para tirar do homem as coisas ruins que estão entranhadas no seu interior, e assim como fogo purifica a prata, o Espírito Santo purifica o interior do homem, o coração e a mente, tirando aquilo que não tem valor para Deus, aquilo é chumbo, que é peso, que puxa o homem para baixo.

O TERCEIRO ESTÁGIO - A MOLDAGEM

Após a fundição do metal há um detalhado processo de moldagem, até dar a forma desejada de acordo com a finalidade deste vaso.

Deus trabalha na vida do homem a fim de usá-lo em Suas mãos e em Sua casa, e assim como existem vários formatos e tamanhos, Deus usa pessoas diferentes, de forma diferente, cada um como Lhe apraz.

Somos moldados pelas mãos do Criador, é Ele quem dá a forma, Ele sabe a nossa utilidade em Sua obra, em Sua casa; essa escolha não é nossa, pois Ele tem a fôrma certa para cada um de nós, sabe a nossa capacidade, a nossa estrutura.

CONCLUSÃO

Jesus foi vendido por 30 moedas de prata . Por quê não foi outro metal?

A palavra Prata no original Hebraico é Kopher. Significa "Pálido como um homem que perdeu todo o seu Sangue"
Conhecedor deste processo, o escritor diz: “Tira da prata as escórias, e sairá vaso para o fundidor”.

Deus não faz do homem um vaso em Suas mãos se há escórias, se há pecado, se há impureza, então Ele trabalha na nossa vida fazendo essa transformação.

E como é maravilhoso ser um vaso de bênçãos nas mãos do Senhor, ser vaso cheio do Espírito Santo.

Diácono Josenilson Felix

A MÃO DE JESUS NA VIDA DOS PASTORES


Por Marcelo Lyrio



“O mistério das sete estrelas, que viste na minha destra, e dos sete castiçais de ouro. As sete estrelas são os anjos das sete igrejas, e os sete castiçais, que viste, são as sete igrejas.” - Apocalipse 1:20

“Escreve ao anjo da igreja de Éfeso: Isto diz aquele que tem na sua destra as sete estrelas, que anda no meio dos sete castiçais de ouro:” - Apocalipse 2:1

INTRODUÇÃO

O Apóstolo João por uma orientação do Senhor Jesus, quando estava exilado na ilha de Patmos, escreve sete cartas às sete igrejas da Ásia, são elas:  Éfeso, Smirna (ou Esmirna), Pérgamo, Tiatira, Sardo (ou Sardes), Filadélfia e Laodicéia,  onde nas mesmas haviam vários conselhos vindos diretamente do Senhor para cada uma delas, e em todas as cartas o Senhor Jesus se revela de uma forma para as igrejas que as cartas são dirigidas.

DESENVOLVIMENTO

 O texto em questão está relacionado com a carta de Éfeso, onde o Senhor Jesus fala que sabia das suas obras, do trabalho que aquela igreja realizava. “E sofreste, e tens paciência; e trabalhaste pelo meu nome, e não te cansaste.” - Apocalipse 2:3

Mas, além disso, ele menciona como Jesus está apresentado nessa carta. “...aquele que tem na sua destra as sete estrelas, que anda no meio dos sete castiçais de ouro:” Apocalipse 02:01

O texto diz que Jesus tem na sua destra sete estrelas, e anda no meio dos castiçais, e conforme o versículo 20 do capítulo 01 de Apocalipse, as estrelas são os anjos das sete igrejas para as quais as cartas foram dirigidas, e os castiçais são as sete igrejas.

Em todas as cartas nós vemos para quem ela é primeiramente direcionada para consecutivamente ser apresentada a igreja, e é por isso que se vê nos textos das cartas a seguinte expressão: “...Escreve ao anjo da igreja...”, ou, “...E ao anjo da igreja...”; sendo assim, primeiramente cada carta tinha como destinatário o anjo da igreja e por consequência a própria igreja que a carta se referia.

A carta se dirigindo primeiramente ao anjo da igreja tinha todo um significado e uma grande importância, isso por que o anjo que a carta diz estava intimamente ligado aquela igreja para a qual a carta foi escrita, pois o anjo que o Senhor Jesus se refere nas cartas não se trata de um anjo ser celestial, mas sim daquele que era o líder da congregação local, aquele que era o responsável pela igreja, aquele que estava a frente do povo que se reunia naquela igreja, então, sendo assim, a carta era dirigida primeiramente ao Pastor da igreja, para assim depois ser apresentada àquela igreja para a qual o Senhor Jesus estava falando.

Mas por que pode-se afirmar que o anjos aqui mencionados são os Pastores das igrejas e não seres celestiais?

O Novo Testamento foi escrito em grego, e a palavra anjo no grego se chama Angelos, que sua vez significa mensageiro, mas o mensageiro aqui era aquele que era o responsável por trazer uma mensagem da parte de Deus para a igreja, era o responsável por doutrinar a igreja segundo a palavra de Deus, era aquele que tanto doutrinava a igreja, bem como a exortava nos momentos necessários, essas atribuições como todos bem sabemos, cabem tão somente ao Pastor da igreja.

Além disso, não há nenhum registro na palavra de que um anjo no sentido de ser celestial foi líder de alguma congregação local, todos os que foram responsáveis por igrejas foram homens levantados por Deus para exercer essa função, como por exemplo, o Apóstolo João que foi Pastor em Éfeso, Timóteo que também foi Pastor, e outros, por esses motivos aqui apresentados, o anjo da igreja que as cartas se referem são os Pastores das igrejas.

O texto bíblico no versículo 01 da capítulo 02 de Apocalipse, diz que Jesus tem na sua destra, ou seja, na sua mão direita sete estrelas, e as estrelas como explicado no versículo 20 do capítulo 01 são os anjos das igrejas, que por sua vez são os pastores das igrejas, ou seja, Jesus tem na sua mão os Pastores das igrejas.

O texto mostrando o Senhor Jesus tendo na sua mão a vida dos Pastores nos mostra que podemos ver algumas coisas.

- Jesus cuida da vida dos Pastores.
Podemos ver aqui que o Senhor Jesus segurando na sua mão a vida dos Pastores, todo o cuidado e zelo do Senhor pela vida dos mesmos, suprindo as suas necessidades, sustentando-os a cada dia, e preservando as suas vidas.

- O Ministério de Jesus está presente.
A mão do Senhor Jesus simboliza o Seu Ministério, isso nos mostra que o ministério de Jesus está presente na vida dos Pastores, a base para que os Pastores estejam a frente das igrejas é o Ministério de Jesus, sendo assim, os Pastores estão a frente das igrejas baseados no Ministério de Jesus.

-Jesus tem o controle de todas as coisas.
Jesus tendo os Pastores na sua mão nos mostra que Ele (O Senhor Jesus) tem o controle de tudo, nada está fora do seu controle, Ele governa todas as coisas e também a vida dos Pastores, sendo assim, aquilo que os Pastores fazem na realização da obra do Senhor é debaixo do Governo do Senhor Jesus, segundo o Seu querer, pois Ele (o Senhor) tem o controle de todas as coisas.

CONCLUSÃO

As cartas que João por orientação do Senhor Jesus escreveu às sete igrejas da Ásia, no sentido profético não seriam somente a essas igrejas, pois cada carta profeticamente corresponde a um período da história da igreja ao longo dos séculos, isso mostra que em toda a história da igreja, Jesus sempre esteve presente na vida dos Pastores, sempre cuidando das suas vidas, seu Ministério sempre esteve presente, dando assim base aos Pastores para estarem assim a frente das igrejas, e também manifestando a sua vontade na vida dos mesmos, pois Ele tem o controle de tudo nas suas vidas e governa todas as coisas.

HAVIA DIACONISAS NA IGREJA PRIMITIVA?

Por Marco Elias


No mundo grego-romano em que a igreja primitiva estava florescendo as mulheres cristãs gozavam de maior liberdade do que aquela que as outras servas de Deus possuíam no mundo judaico-cristão produzido em Jerusalém e em Antioquia. Somado a isto havia uma clara ordenança dos apóstolos, quanto ao que seria exigido ou não dos gentios, não lhes imputando Deus o modo de vida judaico (Atos 15:19-20). Esta é talvez a primeira demonstração bíblica clara de que o evangelho é transcultural. 

Estas diferenças culturais do mundo greco-romano permitiu que muitas mulheres trabalhassem na obra de Deus como verdadeiras proclamadoras do reino de Deus, sem causar escândalo algum na sociedade de sua época. Como Priscila que juntamente com seu esposo Áquila após ouvirem a pregação de Apolo em Éfeso, retiraram o pregador de sua rota original para ensiná-lo com pontualidade o caminho de Cristo e ainda escreveram uma carta, recomendando que a igreja o aceitasse. Se Priscila estivesse nos limites da igreja judaico-cristã em Israel ela correria o risco de ser censurada asperamente pelos fariseus-cristãos que queriam que os cristãos-gentios guardassem a circuncisão e outros princípios mosaicos (mas ela estava na Ásia). Se ela pertencesse a certas igrejas da atualidade seria (no mínimo) "dedurada" ao pastor e seria "colocada no banco", por ter interferido na carreira de um obreiro e isto segundo as "institutas religiosas da atualidade" não seria da alçada dela.      

Se para um cristão judeu do tempo de Paulo era algo indecente ver uma mulher pregando, em Roma ou na Grécia não havia este tipo de restrição social. Dâmaris se converteu no areópago - uma especie de tribunal superior de Atenas, onde se discutiam as questões políticas, religiosas e os princípios morais e filosóficos - (Atos 17:34) - Se o areópago fosse em Israel e se fosse comandado pelos fariseus, as mulheres esperariam no pátio do lado de fora, seguindo a risca os princípios mosaicos. Outro exemplo, para ficarmos somente na Bíblia Sagrada, é o de Lídia, uma vendedora de púrpura da cidade de Tiatira (Atos 16:14), que se converteu ao evangelho na cidade distante de Filipos, através da pregação de Paulo. A narrativa bíblica nos leva a crer que Lídia era uma mulher de muito sucesso na vida profissional, acostumada a fazer transações comerciais na rota européia da púrpura daquele tempo (►Vide mapa). Seria absolutamente difícil encontrar uma mulher com esta liberdade dentro dos limites judaicos da igreja primitiva, mas do lado gentílico, pelo contrário, isto era possível e acontecia todos os dias, em cada discurso público de Paulo (Atos 17:4 e Atos 17:12).

Agora passemos à questão proposta pelo leitor. Seria muita ingenuidade da parte de um servo fiel do Senhor vivendo nesta era da informação digital, das grandes descobertas arqueológicas, das grandes bibliotecas com documentos históricos disponíveis em apenas um clique, os quais lançam luzes sobre o entendimento da escritura, pensar que Trifena, Trifosa e a “amada Pérside” (citadas em Romanos 16:12) eram apenas “servidoras de salgadinhos” para encher a barriga da igreja. A apresentação destas mulheres (servas de Deus) feita por Paulo na carta aos romanos foi diferenciada.

Por quais motivos Paulo (um homem culto e conservador dos princípios judaico-cristãos) cita primeiro o nome de Priscila ao invés de citar Áquila? (Romanos 16:3). Certamente Paulo reconhecia o nível de fidelidade daquela serva de Deus e a qualidade de seus serviços prestados ao evangelho. O desempenho eclesiástico dela era fora do comum - Não vamos tampar o sol com a peneira.

Outra ingenuidade cometida por muitos servos fiéis do Senhor é pensar que a querida e conhecida irmã Febe da igreja de Cencréia (uma cidade a 7 Km de Corinto e muito distante de Roma) seria uma serviçal do tipo camareira de hospedagem. Paulo recomenda Febe aos irmãos da distante cidade de Roma, para que aquela serva de Deusfosse recebida “do mesmo modo que os santos eram recebidos” (Romanos 16:1-2). Note pelo mapa que o trajeto da viagem de Febe foi maior que o trajeto da primeira viagem missionária de Paulo, mesmo assim, ainda há crentes pensando que talvez ela viajou toda esta distância, apenas para conhecer a igreja de Roma e para mostrar que o tempero do almoço que era servido em Cencreia era melhor do que aquele consumido pelos romanos (►Vide mapa). 

A coisa melhora um pouquinho, quando pegamos a palavra “SERVIR” usada por Paulo no texto bíblico original e descobrimos que temos ali uma especie de “diaconisa” no sentido original do texto grego. (Vide Bíblia Thompson - Referência 1446). O caro leitor já está assustado? (Então espere mais um pouquinho).

Plínio, o moço (governador da Bitínia de 111 a 113 D.C), escrevendo ao imperador romano, perguntou qual deveria ser o seu procedimento (soltura ou condenação à morte) quanto aos cristãos, incluindo duas “diaconisas” que foram presas e torturadas, mas se recusaram a negar o nome de Jesus. É interessante notar que no livro de Apocalipse Jesus reclamou de Jezabel (mulher que se dizia profetisa)reclamou dos seguidores de Balaão e reclamou dos nicolaítas, mas não vemos em instante algum Jesus reclamando de “diaconisas”, "ministras" ou mulheres fiéis em qualquer tipo de ofício eclesiástico que tenham preferido a tortura e a morte em lugar de negar o nome santo do seu Senhor e Salvador Jesus Cristo. (►Confira a carta de Plínio e a resposta do imperador Trajano).

Aquilo que Deus tem para uma instituição cristã é diferente daquilo que Deus tem para a outra. Ele é soberano. Um dos títulos de Deus é “Senhor dos Exércitos” (no plural, mostrando que ele tem muitos arraiais), mas alguns ministros, (para vergonha do evangelho) comportam-se como se somente a denominação deles fosse salva.

Cremos que uma igreja não é obrigada a ter diaconisas, mas cremos que é pecadoapontar o dedo (como se fossemos donos absolutos da verdade) e dizer que esta ou aquela denominação não é de Deus porque tem ministério feminino ou diaconisas. Cremos que o ministério pastoral referente ao governo de uma igreja local, devido às suas incumbências peculiares e por representar um fardo pesado para o sexo feminino, tenha sido delegado por Cristo exclusivamente aos homens (servos de Deus, machos e do sexo masculino - a redundância é necessária para não deixar brechas para entendimento contrário). Isto não impede que as servas de Deus exerçam outro tipo de "ministério"[*] submisso ao ministério do governo da igreja, todavia afirmar que na falta de homens (machos e servos de Deus) a obra de Deus deve parar é ignorância bíblica e desconhecimento do projeto eterno. Em tempos de crise, Deus levantou uma juíza em Israel no meio de uma sociedade patriarcal e que por costume não admitia este tipo de coisa (Débora - Vide Juízes 5:7).

Parece que Deus sempre levanta mulheres quando os ministros do sexo masculino priorizam mais os caprichos denominacionais do que a grande comissão ordenada por Cristo em Mateus 28:19-20 e Marcos 16:15, ou quando os ministros começam a cometer equívocos religiosos. Neste caso Deus entra em cena e levanta uma mulher simples e humilde com seus instintos maternais e cheia do Espírito Santo para colocar a casa em ordem e quando Deus as levanta, elas costumam fazer melhor do que meia dúzia de homens juntos. Deixarei de crer nisto no dia em que aparecer um ministro do evangelho (apenas um e do sexo masculino obviamente) e ele me disser que sozinho plantou 50 igrejas no meio da floresta amazônica (ou em outro lugar), sem contar com o trabalho voluntário de obreiros e sem contar com o dizimo institucional para isto, eu direi que ele é um verdadeiro apóstolo, mas é bom que ele saiba que uma mulher submissa a Cristo e totalmente dependente de Deus já fez isto. O nome dela é Sophia Miller. (►Leia a história dela aqui).

Cabem aqui três perguntas:
1 - Deus “errou a mão” ao conferir um “ministério abençoado[*] (como dizem alguns pentecostais e renovados) a esta nobre mulher que deu a vida pela ordem de Cristo de pregar o evangelho?
2 - O que dizer das muitas mulheres que apareceram (e ainda aparecem) no cenário evangelístico mundial em diversos lugares e em ocasiões especiais e que por meio da pregação da palavra foram instrumentos de Deus para que pecadores arrependidos se ajoelhassem diante de Deus confessando o nome de Jesus Cristo e abandonando a vida pecaminosa?
3 - As arvores ainda são conhecidas pelos seus frutos ou de acordo com os critérios humanos e extrabíblicos?

É bem provável que muitos servos de Deus tenham dificuldades para engolir estas verdades e é por isto que muitas denominações não permitem que mulheres façam pregação pública, diante de homens dentro do templo, para que a mulher “não exerça autoridade sobre o varão”. Quem pensa assim ainda não alcançou o mistério da manifestação gloriosa do Espírito Santo, derramado sobre homens e mulheres que agora são apenas vasos cheios da porção dobrada do alto, para anunciar ao mundo a salvação. Nesta hora Deus não enxerga o sexo dos homens e das mulheres, mas ELE enxerga a igreja, corpo de Cristo, reunida. Isto é muita informação para a mente dos religiosos do nosso tempo. Mas a Bíblia Sagrada lança mais luzes sobre o tema: “Nisto não há judeu nem grego; não há servo nem livre; não há macho nem fêmea; porque todos vós sois um em Cristo Jesus”- Gálatas 3:28

Cristo disse que “não se pode esconder uma cidade edificada no cume do monte”- Mateus 5:14. Assim homens e mulheres são tomados por ELE para exercerem tarefas a serviço do reino eterno. Enquanto eles trabalham, a glória de Deus vai brilhando refletida na vida deles. Não é crime e não é pecado pregar a palavra de Deus, sendo você homem ou mulher. A bíblia é clara em definir o tipo de gente que estará fora do reino de Deus. Mulheres submissas a Deus, amantes da Bíblia e pregadoras da palavra de Deus não figuram na lista. Sejamos verdadeiros e sinceros diante de Deus e dos homens!

ESCLARECIMENTO NECESSÁRIO

Quero deixar absolutamente claro aos leitores deste blog que este texto não é e não pretende ser um tratado de defesa irrefragável do "ministério feminino" [*], pelo contrário, na minha vida cristã sempre procurei congregar em instituições que não possuem ministério feminino e que também não possuem cargos como aquele de diaconisa ou algo parecido. Esta é a minha posição pessoal e cultural (com base em Atos 15:19-20), não congregar em templos governados por mulheres - não que eu tenha algo contra elas, mas porque sou gentio e tenho como regra de conduta moral alguns bons princípios tradicionais e de raízes da família mineira. Ser mineiro não é pecado, mas seria pecado omitir tudo quanto a Bíblia Sagrada fala a respeito de um tema para legitimar apenas o meu modo de vida e por conseguinte condenar o modo de vida da congregação do meu vizinho.

Que Deus nos abençoe!
Glória ao Pai, Glória ao Filho e Glória ao Espirito Santo!

Glossário: "ministério"[*] ► O uso do termo entre aspas em algumas linhas do texto possui o mesmo sentido daquele utilizado nas igrejas pentecostais clássicas e renovadas pós 1950, significando qualquer tipo de oficio eclesiástico delegado aos membros da igreja devido a sua fidelidade ao evangelho.
  
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Bíblia de Referencias Thomson - Editora Vida - 1992.
Bíblia Sagrada Almeida Corrigida Fiel - 2011 - Sociedade Bíblica Trinitariana.
  

MARCADORES

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